3 erros que (quase) todo roteirista iniciante comete

Atualizado: 4 de Abr de 2020

ERRO 1: Achar que “ninguém dá oportunidade”.


É muito comum roteiristas iniciantes reclamarem que “ninguém dá oportunidade”. Mas ao contrário do que possa parecer, oportunidades valiosas de trabalho surgem o tempo todo, especialmente para quem está começando.


A questão é que apenas uma parcela minúscula dos roteiristas iniciantes consegue identificar essas oportunidades.


Isso nos leva ao erro 2.



ERRO 2: Não ser capaz de identificar uma “oportunidade”.


Muitos roteiristas iniciantes acham que oportunidades são coisas assim:


  • “Ser convidado para escrever um filme com orçamento milionário"

  • "Ganhar remuneração de 6 dígitos"

  • “Roteirizar uma minissérie da Globo”

  • “Escrever a mais nova série da Netflix”


Oportunidades para roteiristas iniciantes não vêm em embalagens atraentes, cheias de "glamour" e óbvias como os exemplos acima. Ao contrário, elas normalmente vêm em uma embalagem “feia”, pequena, simples e sem remuneração financeira (ou pagando quase nada).


E isso nos leva ao erro 3.


ERRO 3: Descartar trabalhos sem remuneração financeira sem analisar se a oportunidade oferece outras vantagens.


Muitas oportunidades de trabalho, apesar de não oferecerem pagamento, ajudam a alavancar a carreira do iniciante de tal forma que acabam sendo até mais vantajosas do que trabalhos pagos.


Por isso, é essencial que o roteirista iniciante saiba reconhecer esse tipo de oportunidade de ouro.

Vamos a um exemplo.


Você vê o anúncio de uma produtora pequena e desconhecida buscando roteirista para escrever um curta. É para trabalhar de graça.


Só de ler isso você já está querendo recusar? É aí que vem o pulo do gato.


Não julgue uma oportunidade apenas pela parte financeira. Investigue, pergunte, pesquise. Você precisa descobrir se essa oportunidade aparentemente desinteressante tem "ouro" escondido.


Continuando a história.


Perguntando e pesquisando, você descobre que o curta da produtora será dirigido por Fulano, assistente de um diretor de cinema reconhecido pelo mercado.


E agora? Vale a pena escrever um curta de graça para esse projeto? É claro que sim.


O "ouro" está na oportunidade de ter o seu roteiro lido pelo assistente e, assim, fazê-lo chegar nas mãos do diretor reconhecido, alguém que já conquistou seu espaço e que, por isso, é a pessoa certa para dar a você a primeira validação profissional.

E mais: além de mostrar que é bom roteirista, você teria a oportunidade de mostrar que é também bom colaborador, propondo soluções mais baratas para ajudar a produção, sendo flexível, trabalhando rápido, entregando tudo no prazo e bem feito etc.


E mais (parte 2): você estaria expondo a sua competência não só para o assistente e o diretor reconhecido, mas para toda a equipe de produção (que sempre trabalha em diversos outros projetos).


Dessa forma, se o roteiro estiver vendendo o seu melhor e você se apresentar como alguém disposto a colaborar, são grandes as chances de surgir uma indicação, novos trabalhos, um convite para participar de uma produção com remuneração etc.


Por esse motivo, o roteirista (iniciante ou não) deve sempre trabalhar incansavelmente nos roteiros do seu portfolio, revisando, melhorando, caprichando.


Se o seu roteiro estiver fraco e amador, nenhuma oportunidade do mundo conseguirá ajudá-lo.

É assim que você identifica boas oportunidades: ampliando a sua visão, enxergando além do dinheiro e buscando, em primeiro lugar, as melhores chances de mostrar sua competência para o mercado.


Mas então quando o roteirista ganhará dinheiro?


O dinheiro é a consequência que você "colhe" a partir de uma série de oportunidades bem aproveitadas. E é exatamente na fase em que você é iniciante que muitas dessas essas oportunidades são "plantadas".

Roteiristas iniciantes que aprendem a identificar boas oportunidades saem na frente.

Seja um deles.


Leda Ene

Roteirista

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